Mostrando postagens com marcador night. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador night. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Zoo de Luján, Recoleta e O Tango

Acordamos cedo, vestimos roupas confortáveis e pegamos o metrô (que lá, é chamado de Subte) para a Plaza Itália, em Palermo, pois é de lá que sai o ônibus (Ar$7,50) que vai para Luján, uma cidadezinha que fica a 70 km de Buenos Aires.
O plano não era conhecer Luján (embora deva ser um lugar interessante, pois lá se encontra a Basílica da Virgem de Luján que é como a Aparecida do Norte deles) e, sim, o Zoo de Luján, famoso por permitir contato direto com a grande parte dos animais.

Pegamos o ônibus e depois de cerca de 1:30h de viagem, o motorista avisou que aquele era o ponto do Zoo (o Zoo fica no meio da estrada pra Lujan, portanto, tem que pedir pro motorista avisar quando chegar, pois nada indica que ele está ali!).


Entramos no Zoo e logo de cara já vimos vários animais como lhamas, pumas, leões...

Mas, antes de aproveitar o Zoo, resolvemos almoçar no restaurante de lá, que é bem legalzinho.

Depois andamos de elefante, entramos na jaula dos tigres, dei leite na boca deles (imaginem o que é levar uma lambida de tigre?), além dos coelhinhos, macacos, focas...

Foi realmente incrível! Parecíamos crianças! Pra quem gosta de animais, vale super à pena ir lá!

O problema foi pra irmos embora...

Lembram que eu disse, no post anterior, que os ônibus de Buenos Aires só aceitam moedas?
Então... Na ida pra Luján, a gente pode comprar a passagem do ônibus na bilheteria da Plaza Itália, mas, na volta, para pegar o ônibus a partir do Zoo, você tem que ter Ar$7,50 em moedas!
Ficamos séculos tentando trocar nosso dinheiro por moedas no Zoo, mas não foi suficiente! Tivemos que andar uns 500m até um pedágio no meio da estrada mesmo e, finalmente, conseguimos trocar.

Em seguida, voltamos pro ponto do Zoo e pegamos, finalmente, o ônibus de volta para Buenos Aires, mas, pra variar, acabamos nos enrolando e chegando depois do horário previsto para nos arrumarmos com calma para, à noite, irmos ao clássico Café Tortoni ver um show de Tango. (Dica: Para ir ao Café Tortoni, só ligando pra lá, no dia anterior e fazendo reserva, senão, não entra!)
Mas, mesmo assim, conseguimos nos arrumar e saímos rápido! Porém, chegamos um pouco menos de 10 minutos atrasados. Mas foi suficiente para o homem da portaria não nos deixar entrar e essa foi uma das poucas vezes em que um argentino foi grosso conosco.

Saímos de lá p. da vida e resolvemos pegar um taxi pra algum lugar legal qualquer, só pra não perder a noite! E foi a compensação pela grosseria do cara do Café Tortoni, pois o taxista era de uma simpatia incrível e nos levou pra um ponto muito legal da Recoleta, onde tinham vários restaurantes ótimos e ainda nos deu várias dicas sobre a cidade.

Entramos em um desses restaurantes e foi aí que eu vi o quanto o Siga La Vaca é um lixo.
Esse restaurante chamava-se Lola. Era lindo, por dentro. Aquele tipo de lugar que, no Brasil, seria impagável para meros mortais.
Pedimos 2 pratos: O Bife de Chorizo (na foto) e o Ojo de Bife, ambos maravilhosos e com mais de 500g cada bife. Além do vinho tipo Malbec, delicioso também.
E, como quase sempre acontece na Argentina, o couvert foi de graça! E foi um baita couvert!
Tudo isso saiu por Ar$44,00, para cada um. Ou seja, mais barato que o Siga La Vaca e muitíssimo melhor!

Pagamos a conta e a propina (os 10% do garçom, que não estão incluídos na conta) com satisfação e depois resolvemos ir numa Milonga, ao invés de ir num show de Tango.
Uma Milonga é como se fosse uma gafieira carioca, sendo que, ao invés de samba, dança-se Tango. Fomos na da Confitería Ideal, na Calle Suipacha, no centro, pertinho do Hostel.

Olha, acho que foi muito mais interessante do que ir num show de Tango, pois numa milonga você vê o Tango como ele é, de verdade!
O lugar era lindo, havia pessoas de várias idades dançando, também teve um casal que se apresentou, tudo ao som de uma pequena, porém afinada, orquestra. Nada daquela coisa piegas de rosa na boca e meia-calça arrastão, que só existe em shows pra turista ver mesmo.

Acredito que um show seja até bonito, só acho meio falso... Turístico demais, na verdade.
Mas se você tiver tempo e grana pra assistir um (pois todos são super caros), vá em frente! Entretanto, não deixe de ir, também, numa Milonga pra ver o Tango, como ele é.

Depois do Tango, ainda tivemos pique pra ir numa boite também no centro, a Bahrein.
Muito legalzinho lá dentro, principalmente, pra quem gosta de música eletrônica! Como eu não gosto, fiquei pouco tempo e fui pro hostel dormir!


Saldo do dia, por pessoa:
Metrô ida-volta Plaza Itália => Ar$1,80
Ônibus ida-volta para Luján => Ar$15,00
Entrada do Zoo => Ar$25,00
Almoço em Lujan => Ar$18,00
Taxis (resultado da divisão do valor total por 4 pessoas) => Ar$8,50
Restaurante da Recoleta => Ar$45,00
Entrada da Milonga => Ar$20,00
Entrada da boite => Ar$15,00 (com direito a uma bebida)

Total: Ar$147,90 ou, aproximadamente, R$85,00

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Feira de San Telmo, La Bombonera e Palermo Viejo

Domingo é o dia da Feira de Antigüidades de San Telmo, um bairro muito bonitinho e turístico; mas também é dia de futebol e, para a nossa sorte, o Boca Juniors iria jogar em La Bombonera.

Portanto, antes de irmos à feira, resolvemos dar uma passada lá para comprarmos o ingresso para o jogo, que seria à noite.

É praticamente impossível comprar o ingresso na bilheteria do estádio (ou ventanilla, como eles chamam), pois todos são previamente vendidos aos sócios, aos hotéis e agências de turismo.
O jeito é comprar com cambista por Ar$70,00 (arquibancada) e Ar$100,00 (cadeira) ou morrer em Ar$150,00 comprando o pacote que o Hostel oferecia.

Bom, pra quem gosta de assistir futebol em lugares mais tranqüilos e confortáveis, talvez o pacote valha à pena porque inclui transporte, refeição e eu presumo que seja num setor mais "arrumadinho". Como eu gosto mesmo é de "sentar na arquibancada pra sentir mais emoção", nem tive dúvidas e comprei o de Ar$70,00 com o cambista.

Depois disso, saímos dali de taxi (o próprio cambista falou pra gente pegar um taxi porque essa parte da cidade é perigosa) e fomos, finalmente, pra San Telmo.

Aos domingos, o bairro fica lotado de pessoas, vendedores e artistas de rua.

As antigüidades nem são exatamente o mais legal de San Telmo, aos domingos. O melhor mesmo é a diversidade do lugar, os artistas de rua tocando e dançando tango, os sobrados floridos, as estátuas e a pop arte que compõem a paisagem das ruas.
É um dos lugares mais incríveis de Buenos Aires, na minha opinião.

Depois de muito andarmos, voltamos ao hostel para descansar um pouco e deixar nossas comprinhas (San Telmo é bom pra comprar lembrancinhas) e voltamos para La Bombonera.

O jogo foi um dos melhores programas que fizemos nessa viagem! Até minha amiga, que detesta futebol, adorou a torcida do Boca!
É realmente incrível e contagiante! A gente até arranha o portunhol pra tentar cantar junto as músicas que são muito bem elaboradas e animadas!

O Boca ganhou de 4x0 dos Argentinos Juniors! Saímos de lá felizes, após vermos um golaço do Palermo e um passe fenomenal do Riquelme.

Após o jogo, voltamos novamente ao hostel, tomamos banho e fomos para um boliche (barzinho) em Palermo Viejo. Os bares lá são suuuper legais! Fomos no bar da Quilmes (cerveja argentina maravilhosa) e adoramos!

Mais tarde, fomos dormir mortos de cansaço, mas felizes.

Saldo do dia por pessoa:
Jogo do Boca => Ar$70,00
Compras em San Telmo => Ar$25,00
Barzinho de Palermo => Ar$12,00
Taxis (resultado da divisão do valor total por 4 pessoas) => Ar$8,00
Ônibus => Ar$1,80

Total: Ar$116,80 ou, aproximadamente, R$68,00